Ministério Público investiga se servidor da Assembleia do TO recebeu salários enquanto cursava medicina na Bolívia

MP apura se servidor da Aleto recebeu salários enquanto cursava medicina na Bolívia Um servidor comissionado da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) é...

Ministério Público investiga se servidor da Assembleia do TO recebeu salários enquanto cursava medicina na Bolívia
Ministério Público investiga se servidor da Assembleia do TO recebeu salários enquanto cursava medicina na Bolívia (Foto: Reprodução)

MP apura se servidor da Aleto recebeu salários enquanto cursava medicina na Bolívia Um servidor comissionado da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) é investigado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por suspeita de receber salários enquanto cursava medicina na Bolívia. O homem, que não teve a identidade divulgada, está lotado no gabinete da deputada estadual Professora Janad Valcari (PP). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Conforme a portaria publicada no Diário do Ministério Público, o servidor ocupa o cargo de assessoramento parlamentar (SP-13) desde 14 de março de 2025. Nesse mesmo período, ele estaria matriculado na Universidad Nacional Ecológica, em Santa Cruz de La Sierra, e tinha residência em comarca diferente da sede do Poder Legislativo estadual. A Assembleia Legislativa informou que não tem controle sobre as contrações, frequência e distribuição das atividades dos funcionários de gabinetes. O gabinete da deputada Janad Valcari afirmou que não tinha conhecimento de que o servidor cursava Medicina fora do país e que não recebeu qualquer comunicação formal sobre a situação. Segundo o gabinete, durante o período em que esteve vinculado ao mandato, o servidor cumpriu regularmente as atividades do cargo, sem registro de abandono das funções ou prejuízo aos serviços. Também afirmou que a parlamentar não tinha ciência ou havia autorizado eventual situação de incompatibilidade funcional e que permanece à disposição da Promotoria de Justiça para prestar outros esclarecimentos, caso necessário. LEIA TAMBÉM: Dez pontos para entender o assassinato de brigadista do Ibama morto a tiros na porta de casa no TO Pai é preso por suspeita de maus-tratos após agredir e xingar filho de 5 anos dentro de hospital no TO ‘Muitas pessoas desacreditam’, afirma aluna de escola pública aprovada em seis universidades de medicina Vista da Assembleia Legislativa do Tocantins Elmer Graff / AL-TO MPTO solicitou documentos Conforme o MPTO, a apuração busca verificar se ele exercia regularmente as funções do cargo e se houve efetiva prestação dos serviços que justificaram os pagamentos recebidos. O MPTO requisitou à Aleto documentos sobre a nomeação e posse do servidor, além da ficha financeira detalhada, com as remunerações e verbas indenizatórias pagas desde março de 2025. Também solicitou folhas de ponto ou outros documentos que comprovem a frequência dele no período. Ao gabinete da deputada, o Ministério Público pediu documentos que comprovem a atuação efetiva do assessor em favor do mandato parlamentar. O órgão também solicitou as normas que regulamentam a jornada de trabalho, o controle de assiduidade e as atividades externas de servidores comissionados. O servidor foi notificado a apresentar o histórico escolar completo e documentos da universidade onde cursa medicina na Bolívia. O objetivo é verificar informações como calendário acadêmico, exigências de frequência presencial e horários do curso. Ele também deverá apresentar relatórios e outros materiais que comprovem os trabalhos realizados para o gabinete. A investigação busca verificar se o servidor exercia regularmente as funções do cargo e se houve efetiva prestação dos serviços que justificaram os pagamentos recebidos, além de apurar o cumprimento dos princípios da legalidade, moralidade e eficiência administrativa. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.