Operações investigam supostas fraudes milionárias em contratos públicos

Operações investigam supostas fraudes em contratos públicos A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira (15), duas operações contra supostas irregularid...

Operações investigam supostas fraudes milionárias em contratos públicos
Operações investigam supostas fraudes milionárias em contratos públicos (Foto: Reprodução)

Operações investigam supostas fraudes em contratos públicos A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira (15), duas operações contra supostas irregularidades em contratos feitos por organizações sociais que atuaram em Goiás, além de fraudes em processos licitatórios. Há a suspeita de participação de servidores públicos. Somadas, as ações cumprem 50 mandados judiciais em Goiás, Tocantins, Maranhão, São Paulo e no Distrito Federal (DF). Os nomes dos investigados e das organizações sociais que são alvo da operação não foram divulgados. A PF também não informou as datas dos contratos suspeitos. As ações são realizadas em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU). Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás (SES-GO), informou que colabora com as investigações e que foram criados controles rigorosos para combater desvios. Disse ainda que, desde 2023, conta com uma Subsecretaria de Controle Interno e Compliance e a atuação de um delegado da Polícia Civil dentro do gabinete para apurar qualquer indício de mau uso do dinheiro público. A pasta finaliza informando que mais informações devem ser obtidas com as autoridades responsáveis pela investigação (leia a nota na íntegra ao fim do texto). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Operação Makot Mitzrayim Operações Makot Mitzrayim e Rio Vermelho acontecem nesta quarta-feira (15) Divulgação/Polícia Federal A Operação Makot Mitzrayim investiga desvios de recursos públicos por meio de contratos feitos por duas organizações sociais. São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins e Maranhão. Segundo as investigações, as organizações sociais contrataram serviços que foram prestados de forma superfaturada para o desvio de verbas públicas. "Com as verbas superfaturadas desviadas, além de enriquecerem ilicitamente os fraudadores das organizações sociais, os valores eram usados para pagar servidores públicos responsáveis pela fiscalização desses contratos", informou a Polícia Federal. LEIA TAMBÉM: Dono da página 'Choquei' é preso em operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão Operação contra o crime organizado cumpre 61 mandados de prisão e sequestra R$ 10,5 milhões em Goiás e mais três estados Neto é suspeito de desviar R$ 37 milhões da avó Operação Rio Vermelho Já na Operação Rio Vermelho, a polícia apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos em hospital de campanh administrado por uma organização social durante a pandemia da Covid-19. Ao todo, são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em Goiânia (GO), Brasília (DF) e São José do Rio Preto (SP). As suspeitas começaram após uma auditoria da CGU, que identificou indícios de obtenção de lucros indevidos com as contratações. "Foram identificados indícios de que a estrutura da organização social teria sido utilizada como instrumento para viabilizar a obtenção de lucros indevidos por meio de contratações custeadas com recursos públicos", apontou a investigação. Segundo a Polícia Federal, as contratações eram custeadas por recursos públicos federais, administrados pelo Governo de Goiás. Segundo a polícia, em relação à Operação Rio Vermelho, há indícios de: irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços; possível direcionamento e simulação de concorrência; contratações voltadas à maximização de margens; possível precarização das relações de trabalho por meio de estruturas simuladas; vínculos entre dirigentes e empresas contratadas. Leia a nota da SES-GO na íntegra A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informa que colabora integralmente com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União nas investigações das operações “Makot Mitzrayim” e “Rio Vermelho”. A pasta esclarece que foram criados controles rigorosos para combater desvios. Desde 2023, a SES conta com uma Subsecretaria de Controle Interno e Compliance e a atuação de um delegado da Polícia Civil dentro do gabinete para apurar qualquer indício de mau uso do dinheiro público. A Secretaria tem como premissa contribuir com investigações e segue à disposição das autoridades. A Pasta esclarece que mais informações devem ser obtidas diretamente com as autoridades responsáveis pela investigação. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás